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Moda africana, artesanato, acessórios e comida típica são destaques na Expoafro 2018

O evento acontece de 2 a 4 de maio na Assembleia Legislativa de Goiás e é organizado pela Associação de Empresários e Empreendedores para o Fortalecimento do Afroempreendedorismo para fortalecer o afroconsumo



(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) é sede da Expoafro 2018 nos dias 2 a 4 de mario. A feira tem como foco promover o trabalho de afro-empreendedores goianos, e de cidades vizinhas com o objetivo de potencializar o mercado. Moda africana, artesanato, acessórios, comida típica, empreendedorismo e tecnologias são alguns dos destaques da feira.

O evento é organizado pela Associação de Empresários e Empreendedores para o Fortalecimento do Afroempreendedorismo (Ascenda). Segundo o presidente da instituição, José Eduardo Silva, a feira é uma ferramenta de divulgação para expor o que é produzido pela população negra. “A Expoafro tem como intuito estimular essa cadeia produtiva e, assim, mostrar o que a nossa gente sabe fazer com tanta dedicação e qualidade”, reforça.

Mercado

Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Brasil possui 11 milhões de empreendedores afrodescendentes com potencial de crescimento. Os negros somam mais de 50% da população, de acordo com o IBGE. Porém, há 20 anos, eles não eram nem contados, e muito menos o seu papel na economia era considerado relevante.

No Brasil, a TBWA fez uma das primeiras estimativas sobre rendimento anual da classe média negra brasileira, no ano de 1998, chegando a um valor de R$ 46 bilhões ao ano. Ainda, apareceram informações importantes a respeito do comportamento de consumo dessas pessoas: 36% dos entrevistados queriam sabonetes especiais, 31%, roupas com motivos africanos, enquanto 27% reclamaram que não existiam temperos mais fortes no mercado. Naquele momento, a gerente de marketing da primeira empresa nacional a lançar uma linha exclusiva para negros, a Nazca Cosméticos, Veronica Wolff, em entrevista para a Revista Época, creditava a este público a responsabilidade por 13% de todo o faturamento da corporação.

Em outro levantamento, a pesquisa feita pelo Data Popular, em 2007, mostra que o rendimento anual da classe média negra estava em torno de R$ 337 bilhões, passando a R$ 554 bilhões em 2010. Atualmente, os últimos números apontam para uma movimentação em torno de R$ 800 bilhões ao ano. E estima-se que em 2017 a população afrobrasileira tenha movimentado mais de R$ 1 trilhão no país.

Afroconsumo

Muito mais do que um nicho, o afroempreendedorismo é sinônimo de economia brasileira, assim com o reconhecimento de que existe público, e uma grande e potencial fatia do mercado. Na consultoria ETNUS, percebemos por afroconsumo um movimento de contracultura, que considera a influência direta ou indireta das características étnico-raciais nas experiências do consumo, consciente ou inconscientemente, protagonizando a estética e as características raciais e culturais intrínsecas aos afrodescendentes. Isso surge como expressão das demandas de sujeitos, antes invisíveis, aos olhos do mercado em sua totalidade porém agora passam a exigir que suas individualidades e especificidades sejam consideradas e respeitadas. Neste sentido o na pratica o empreendedorismo afro apresenta várias iniciativas inovadoras que demonstram o desenvolvimento dessa vertente de negócio.

Um exemplo é  projeto Brasil Afroempreendedor, que é uma iniciativa do Sebrae em conjunto com o Instituto Adolpho Bauer (IBA). O Coletivo de Empresários e Empreendedores Afro-brasileiros de São Paulo (Ceabra/SP) e a Associação Nacional dos Coletivos de Empresários e Empreendedores Afro-brasileiros (Anceabra), desenvolvido em nove estados com mais de 1.500 participantes e tem como objetivo capacitar donos de pequenos negócios, e também auxiliar na formação de micro e pequenos empresários afrodescendentes. Os projetos selecionados além de receberem o acompanhamento de gestão e capacitação, também tem acesso a financiamentos. Mais a frente o projeto tem a pretensão de estimular a construção da Política Nacional para o Fortalecimento do Afroempreendedorismo (PNFA), para que a iniciativa se expanda e alcance todo o Brasil.

AFROCARD

Na abertura oficial da feira será feito o lançamento do cartão AFROCARD, segundo José Eduardo, mais uma importante ajuda para o afro-empreendedor. “O cartão de benefícios, com a Bandeira VISA Internacional é o primeiro no Brasil, fruto da organização da Rede Nacional de Afro-empreendedores e visa ser utilizado por todas as pessoas independente de cor ou grupo étnico, porém isso fortalecer a economia local dos pequenos e médios empreendedores”, ressalta.

Serviço

Expoafro 2018

Local: Assembleia Legislativa de Goiás

Horário: Das 8h às 18h

Data: 02,03 e 04 de Maio

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